Em março desse ano estive na Argentina promovendo dois shows do meu disco, mais especificamente em Buenos Aires e região metropolitana. Sabia que aquilo seria uma experiência importante - primeira viagem ao exterior como artista - mas não imaginava tamanha proporção.Cruzando o Rio da Prata, dei-me de encontro à sensações até então adormecidas... sejam nos costumes, relações interpessoais e, claro, na música. Apesar de ser paulistano, minha família paterna é do Rio Grande do Sul e cresci observando, ainda que distante, essa cultura sulista que se estende também por toda a América Platina.
Meu amigo Vitor Ramil - brilhante escritor e compositor gaúcho - define muito bem a região sul do Brasil somado ao Uruguai e Argentina, como sendo um território único no âmbito sócio-cultural, uma espécie de país. A propósito, para quem se interessar pelo assunto, aqui vai uma dica de leitura: "A estética do frio" por Vitor Ramil.
Voltando às sensações adormecidas, na música, ao ouvir o tango e a milonga, por exemplo, lembrei-me da época em que estudava violão erudito, afinal muitas peças e compositores de obras para o violão são de origem hispânica, intrinsecamente ligado a cultura proveniente da região em que eu visitara. Acabei por descobrir também a chacarera e o zamba. Sim! eles também têm samba, mas com "z" e bem diferente do nosso, rsrs.
- Curiosidade: sabiam que o bandoneón (instrumento musical símbolo do tango) foi criado por um músico alemão? era usado na música religiosa e popular do país, mas só ganhou notoriedade ao chegar na Argentina e se tornar o principal instrumento das orquestras de tango.
Ainda falando sobre a música portenha, cito três importantes referências musicais que lá encontrei, como o compositor Carlos Aguirre - obra fantástica abrangendo a música cantada e instrumental. Também destaco o compositor, músico e produtor Pedro Aznar, além da nova geração representada pelo grupo Aca Seca Trio (Juan Quintero, Andrés Beeuwsaert e Mariano Cantero), mostrando a música folclórica que inova ao utilizar-se de elementos jazzísticos.
Como podem ver, estou flertando com toda essa gama de sons latinos. Acredito que vá se refletir em minha música, ainda que de forma tímida como é do meu costume. Tenho gosto híbrido, sempre! haha... Além do mais já estão surgindo parcerias, sejam elas portenhas, uruguaias ou hispânicas, mas isso é assunto para uma próxima.
Abraços e aguardo todos na FNAC Morumbi nessa sexta (19/06). Farei um pocket-show as 20h e, depois, fica a deixa para tomar um café e continuar o papo daqui ;-)
- Curiosidade: sabiam que o bandoneón (instrumento musical símbolo do tango) foi criado por um músico alemão? era usado na música religiosa e popular do país, mas só ganhou notoriedade ao chegar na Argentina e se tornar o principal instrumento das orquestras de tango.
Ainda falando sobre a música portenha, cito três importantes referências musicais que lá encontrei, como o compositor Carlos Aguirre - obra fantástica abrangendo a música cantada e instrumental. Também destaco o compositor, músico e produtor Pedro Aznar, além da nova geração representada pelo grupo Aca Seca Trio (Juan Quintero, Andrés Beeuwsaert e Mariano Cantero), mostrando a música folclórica que inova ao utilizar-se de elementos jazzísticos.
Como podem ver, estou flertando com toda essa gama de sons latinos. Acredito que vá se refletir em minha música, ainda que de forma tímida como é do meu costume. Tenho gosto híbrido, sempre! haha... Além do mais já estão surgindo parcerias, sejam elas portenhas, uruguaias ou hispânicas, mas isso é assunto para uma próxima.
Abraços e aguardo todos na FNAC Morumbi nessa sexta (19/06). Farei um pocket-show as 20h e, depois, fica a deixa para tomar um café e continuar o papo daqui ;-)

